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domingo, novembro 9

Livros que me deixaram emocionalmente arrasada


Há livros que nos deixam extenuadas, cheias de porquês e com uma questão:  porque a autora não seguiu por outros caminhos, não deu um final diferente e nos deixou com aquele sabor amargo de lágrimas que não param de minar dos nossos olhos...?
O primeiro livro que li que me deixou emocionalmente cansada e que quase não parava de chorar foi o de...
Um amor para recordar - Nicholas Sparks cuja história é sobre um garoto rico, irresponsável chamado Landon Carter, que se envolve com a doce Jamie Sullivan, filha do pastor da cidadezinha onde moram, o tipo de garota que faz tudo certinho. Landim para pagar uma punição impingida pelo diretor da escola tem que participar da peça da escola e pede a ajuda a ela, que aceita com a condição: que ele não se apaixone por ela. Jamie era o típico patinho feio e Landon sempre fazia juntos com os colegas, brincadeiras torpes com os menos favorecidos e entre eles Jamie. Mas contra todas as possibilidades, eles se apaixonam, mas Jamie guarda um segredo: ela tem leucemia há três anos. E Landon ver aos poucos o estado de saúde de Jamie agravar-se, internada a e quase à beira da morte. Landon decide realizar um dos sonhos dela, que era casar toda de branco na igreja onde os pais dela casaram e assim faz... Mas o destino é quem tem todas as respostas. Jamais esqueci este livro porque depois que terminei passei horas chorando copiosamente. 


Uma família para Kathy - Henry Denker, que conta a história de Grace, uma viúva que  descobre que está com AIDS, e que a partir daí começa sua luta para resistir aos embates da doença e cuidar da filha: Kathy, uma garota esperta e com um grande sentido de presença  que cobra da mãe se ela está ou não tomando remédios, como estão as taxas dos exames... Assim que Grace começa a piorar, começa a procurar alguém para que cuide de Kathy, visto que não tem parentes que possam assumir essa responsabilidade e os mais próximos são tios paternos que são muito esnobes e ricos. Mas Grace não desiste e continuar sua busca de um lugar para Kathy. É uma história que mostra que o amor pode vir através de outros caminhos e que nem tudo está perdido com a morte.


Sufre por mí – Pablo Roa que magistralmente escreve sobre a crueldade do mundo... É sobre uma anti-heroína que gosta de manipular e se deixa manipular e tem uma visão tortuosa do mundo. A história se passa na Espanha, onde Nieves é capaz de tudo pelos seus e nesta linha deixa um rastro de vingança, amores perdidos, mortos... Narrada em primeira pessoa, no caso na visão de Nieves, que vive encerrada no convento onde narra sua vida e os acontecimentos que a levou permanecer isolada num convento e onde com uma cruz se autoflagela pelos crimes que cometeu. De caráter profundamente retorcido, tenta reparar o mal escrevendo no diário o que realmente se passou para que se encontre nesta situação atual. O livro narra também as histórias de suas irmãs e a profunda lealdade que as liga. Nieves, mesmo de maneira tortuosa, só amou um único homem: Aníbal, o capataz do pai, que para mim é o personagem mais coeso desta narrativa. Uma história interessante sobre amor que escraviza, o lado obscuro que cada um tem e sobre a fidelidade de um homem que faz os maiores sacrifício por seu amor.

Nada más que una noche - Anabella Franco (Anna Karine), eu comecei a ler este meio por acaso, li o resumo, gostei e resolvi ler. É uma historia diferente da anterior, aqui o protagonista é profundamente insensível, depressivo, grosseiro, tolo e decididamente sexy e com todos esses defeitos, você termina cativada por ele. E sua parceira Lavínia não fica atrás, é uma moça pobre lutadora que faz tudo pelos familiares, além de bastante corajosa e criativa. Ela luta pelo que deseja, quer vencer com sua criatividade na confecção de roupas. Já passou por tudo na vida, mas não se entrega. Ele, Nick, sofreu muito com a mãe depois que o pai largou-a, e abriga sentimentos de revolta, e tem uma relação de amor-e-ódio com a ex-esposa e mesmo assim se sente profundamente atraído por Lavínia e faz tudo para levá-la para cama, mas basta a ex mexer os dedos para ele ir se arrastando atrás dela. É uma história com toques eróticos. O lado emocional fica por conta dos percalços de Lavínia para alcançar seus objetivos e conquistar o homem que ama, apesar de todos os defeitos.

Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes com tradução de Beatriz Horta. Já haviam me dito que eu iria chorar muito. Preparei-me psicologicamente para esse sentimento. Mas, precisei de alguns dias para me recuperar pela carga emocional que este livro provocou em mim. Gosto quando uma autora consegue me tirar do sério e me deixar cheia de raiva, ressentimento por algo que deveria ter sido, e fico me perguntando a mim mesma, como algumas coisas poderiam ser diferentes com a gente se determinados "ses" não acontecessem conosco. Lou é alguém com quem me identifiquei muito. E Will, o que posso dizer dele? Que é o cara mais altruísta? Que ele foi covarde? Acho que não, quando me pus no lugar dele não sei se gostaria de acordar todos os dias da mesma forma, dependendo de alguém para fazer algo, preso eternamente numa cadeira de rodas. É uma sensação de claustrofóbica! Horrível mesmo. Eu enlouqueceria e embora não concorde com o que aconteceu, acho que foi uma decisão acertada. E ele deu a Lou, não só riqueza, mas a força e sabedoria que havia dentro dela, o sentimento de acreditar nela mesma e deixar isso aflorar para seguir adiante, apesar das perdas. Sempre imaginei que eles seriam como o casal de "Uma Janela para o céu", que eles seguiriam em frente, fazendo loucuras como dançar numa praça qualquer de Paris, e encontrando maneiras de serem apenas felizes. Penso que cada lágrima derramada valeu a pena. Mas me deixou um vazio como se tivesse eu perdido algum pedaço.


Comanche Heart (Comanche 2) - Catherine Anderson, aqui a autora aborda o tema do estupro. Mas esse livro é um exemplo belíssimo de como o amor altruísta pode fazer com uma pessoa. Um livro profundamente emocional, que deixa uma impressão forte, mesmo depois que você termina de lê-lo. Amy foi uma das heroínas mais sofrida que conheci e mais forte, mesmo com seus medos, ela vai em frente e para ela restou um herói perfeito que estava disposto a tudo para recuperar o amor de sua infância. Veloz/Swif é um personagem maravilhoso que me conquistou pela paciência com que reconquistou a confiança de uma mulher tão massacrada pela vida. Triste, porém uma história preciosa. 




domingo, maio 25

Entrevista de Catherine Anderson ao Rincón de La Novela Romántica

Catherine Anderson é uma escritora que me cativou com suas histórias cheias de personagens fortes, sofridos e que me vem comovendo há algum tempo. Sempre vou me lembrar da primeira vez que topei com o Livro A canção de Annie, que li em espanhol e me encantei. Que livro maravilhoso e tão diferente de tudo que já tinha lido! Após esta leitura cativante, fui conhecer a Série Comanche e cada história me tocou, me fez sofrer e chorar. Que escritora é esta que me comove com suas historias com seus personagens tão díspares?. Aqui e agora, você vai conhecer um pouco dessa escritora que o Brasil precisa conhecer e apreciar. Esta entrevista ocorreu em 06 Setembro 2010, na ocasião do aniversário do site El Rincón de La novela Romántica, do qual sou uma grande fã  por me proporcionar tantas coisas boas com suas publicações.O ultimo livro que li foi Early Dawn, com a mesma carga de emoção e sofrimento que a Amy Masters de Coração Comanche sofreu, um pouquinho mais leve, mas que não deixa de ser triste e comovente. Bem então vamos a entrevista:
Olá Catherine! Estamos encantadas em falar contigo. Em Espanha acaba de publicar Lua comanche. As leitoras espanholas têm esperado durante muito tempo para poder ler teus livros em nosso idioma e estamos muito felizes.
Por esta razão, é uma grande honra para El Rincón de la novela romântica poder entrevistar-te. Muito obrigada por concordar!
Olá a todas. Muito obrigada por me convidarem para esta entrevista. É um grande honra falar com minhas amigas e leitoras de Espanha.
Como dizíamos antes, temos esperado muito para ler as novelas de Catherine Anderson. Mas, em realidade, já conhecíamos um pouco de ti e tuas novelas. Sabemos que eres uma escritora muito querida em Estados Unidos e que tardaste muito tempo em ver publicadas tuas novelas. Algo que nos surpreende um pouco, nos custa crê que antes nenhum editor se interessara. Por que você levou tanto tempo a publicar? Poderias nos contar um pouco como foi teu início como escritora, por favor?
Creio que a maioria dos escritores custa um tempo atrair a atenção de uma editora e vender uma mostra de seu trabalho. Em meu caso, meu primeiro envio a Harlequin foi finalmente comprado, mas passaram quase dois anos até então e, quando isso sucedeu, tive que revisar a historia para Harlequin Intriga.
Escrevi meus quatro primeiros livros publicados para Harlequin, em concreto para a série Intriga, o que supus uma grande aprendizagem para mim. Em qualquer caso, as historias deviam ser curtas e apressadas, o que achei que me limitava muito. Queria escrever novelas mais extensas, concentrar-me mais em dois personagens principais e desenvolver a historia de amor destes de maneira mais profunda. Enquanto escrevia para Harlequin comecei a esboçar Lua comanche, e rapidamente me percatei que não sabia o suficiente sobre esta tribo, assim que passei quatro anos pesquisando em profundidade sobre a tribo Comanche.
Finalmente, quando termine Lua Comanche, meu agente  a enviou a praticamente todas as editoras que havia então. Tristemente, a historia foi recusada uma e outra vez porque rompia todas as normas estabelecidas para a novela romântica. Um par de editores me pediram que mudasse a historia para ajustá-la as pautas de então, mas me neguei. Finalmente, Lua comanche foi comprada por Harper Collins para uma nova série de ficção para mulheres que daria acolhida a uma mostra de diferentes classes de historias. Lua Comanche foi muito bem recebida pelas leitoras, continua sendo uma das favoritas de milhares delas e, todavia está vendendo bem como uma reedição de New American Librari.
Quando olho para trás, para minha carreira, sempre sentirei que Lua Comanche estabeleceu as bases e lançou minha carreira como escritora.
E, em relação, as perguntas anteriores, queremos fazer-te uma mais. Quais são os desafios aos que se enfrenta uma escritora de novela romântica?
Para mim, o gênero romântico é o único gênero. Não creio que haja desafios concretos  para a romântica que não existam também para qualquer outro gênero. O objetivo para qualquer escritor é criar uma historia interessante e personagens com os quais os leitores possam identificar-se. Sem estes elementos em um livro, sem ter em conta o gênero ao que pertence, a falha é quase certa.
Quantas novelas românticas têm escrito até agora?
Até agora tenho escrito acima das trinta.
Que podes contar as leitoras espanholas sobre Lua Comanche? Gostaria-nos saber como foi o processo de escrevê-la. Quanto tempo você tardou em escrevê-la e quanta documentação foi necessária para isto?
Pesquisar para escrever Lua Comanche requereu quatro anos. Enquanto investigava, fui esboçando e escrevendo a historia, que revisei constantemente segundo ia aprendendo novos fatos e dados sobre a tribo dos nativos americanos. Queria retratar minuciosamente a tribo Comanche, seus costumes, suas reuniões sociais, suas crenças espirituais, e para lográ-lo, tive que estudá-los em profundidade. Naquela época, encontrar livros com documentação sobre os Comanches era muito mais difícil que agora, com a internet. Para aprender o idioma deles tive que colher fragmentos e peças dele, de alguns documentos do governo dos Estados Unidos, de algumas busca de em livros, e alguns outros de pequenos glossários com os quais tropecei.
Esta é uma pergunta “obrigada”, Catherine. De onde nascem as ideais para tuas novelas?
Encontro minhas ideias em qualquer parte, nos periódicos ou artigos de uma revista, observando a gente, de canções que ouço no rádio, e às vezes somente de minha imaginação.
Uma das razões pelas que nos calam tuas novelas é por esta dose de emoção e sofrimento que as caracteriza. Resulta-te difícil escrever sobre sentimentos tão crus, emoções a flor de pele, emoções que desnudam a alma de teus personagens?Hás chorado alguma vez enquanto escrevias alguma de tuas novelas?
O que seria difícil para mim como escritora seria escrever um livro desprovido das mais profundas emoções. Honestamente, duvido que possa fazer isto. E sim, a miúde aparecem lágrimas em meus olhos enquanto escrevo certas cenas cheias de sentimentos. É então quando sei que estou afirmando os cravos e escrevendo uma historia com que alguém mais poderia desfrutar.
Alguns de teus livros ocupam um lugar especial em teu coração? Por quê? Tens algum personagem preferido de tuas novelas?
Lua Comanche sempre ocupará um lugar especial em meu coração porque ele criou o marco de minha carreira como escritora. Também creio que Lua comanche atuou um grande papel nos movimentos e mudanças produzidos no gênero romântico, lançando abaixo as barreiras que previamente haviam impedido aos escritores de publicar novelas românticas mais realistas.
Uma vez dito isso, sem embargo, adoro cada livro que escrevo e quero a cada personagem que desenvolvo. Isso é muito similar a perguntar a uma mãe qual de seus filhos é seu favorito. É uma pergunta que encontro muito difícil de responder. Nomearia um livro, logo outro, e pronto estaria nomeando todos os que tenho.
Outra coisa que nos impacta sobre tuas novelas são os protagonistas. A miúde são pessoas que hão sofrido alguma experiência traumática, abusos, que sofreu de deficiências... Por que escolhes este tipo de heróis e heroínas?
Creio que o amor de verdade e as historias de amor são possíveis para todo o mundo e, a miúde, me desgosto quando leio livros sobre pessoas de beleza perfeita que não tem problemas sérios que enfrentar. Não conheço a ninguém assim na vida real, e si o fizesse provavelmente não me preocuparia por ele ou por ela. As pessoas que encontro em meu mundo não são fisicamente perfeitas. Podem ser muito atrativas, mas no fundo de seus corações, tem sentimentos que os coíbem por uma imperfeição real ou imaginária. E a gente sempre tem problemas. Se falares com alguém durante tempo suficiente, normalmente acabarão aludindo a isto. Existem poucas pessoas que nunca sofreram dor ou um trauma de qualquer outra classe. Assim que suponho que minha resposta a esta pergunta é que prefiro escrever historias realistas, e como escritora me nego a limitar-me a escrever sobre pessoas guapas que nunca terão uma razão para derramar uma lágrima. Para mim, o amor é uma emoção mágica que pode mover montanhas e obrar toda classe de milagres. Isso é o que quero comunicar com minhas historias, que pessoas com defeitos, que há sofrido pena e dor, podem encontrar o amor verdadeiro e para sempre. 
Catherine, hás escrito tanto novelas históricas românticas como contemporâneas, mas qual preferes?
Adoro tanto a novela histórica como a contemporânea. Escrever sobre cada uma delas me dá oportunidade de seguir e manter viva minha criatividade. Os tempos mudam, as costumes e as crenças mudam, e a moral social muda, mas as emoções do coração humano permanecem inalteráveis durante séculos. Desfruto escrevendo sobre o amor e criando historias românticas, sem importar em que época.
Quais são teus livros e autores preferidos, tanto românticos como de outros gêneros? Que livros ou autores hão influído em ti como escritora?
Estas são perguntas que sempre declino responder. Tenho meus autores preferidos e um par deles me hão estendido uma mão   ao longo dos anos. Mas tenho muitos conhecidos dentro da indústria e sempre tenho me conscientizado para não ofender a nenhum deles. Se nomear aos meus autores preferidos e deixo o nome de alguns amigos... Bem, imagina o panorama. Não desejo ferir a ninguém por omiti-lo.
Gostam-nos muito as declarações de amor de tuas novelas. São inolvidáveis. Mas qual é tua preferida?
Como disse antes, realmente, não tenho uma novela favorita, uma cena, ou personagens, mas algumas declarações de amor hão resultado mais divertidas de escrever, suponho. Em Summer Breeze, a carta de Joseph Paxton, em sua velhice, a seu mulher Rachel foi especialmente significativa para mim, e muitas leitoras me escreveram para dizer-me quanto haviam chorado ao lê-la.
Catherine, não queremos terminar esta entrevista sem agradecer-te que hajas respondido a todas nossas perguntas e hajas permitido, assim, que as leitoras espanholas conheçam mais de ti e teu trabalho. Gostaríamos de oferecer-te a oportunidade de que dediques umas palavras ao Rincón de la novela romântica por nosso aniversario e que, por suposto, adiciones qualquer outra coisa que desejes dizer nesta entrevista.
Quero dar graças ao Rincón de La Novela Romântica por esta grande honra e fazer chegar minha gratitude por este convite. Espero que todas vocês aguardeis pela publicação de Comanche heart (Coração Comanche)Indigo blue e Comanche magic (Magia Comanche). Também estejam atentas a minha próxima publicação, Here to stay, prevista para fevereiro de 2011.
Antes de despedir-me, desejo ao Rincón de la Novela Romântica uma maravilhosa celebração de aniversario e estarei aguardando outra  oportunidade para falar com vocês, algum dia.

Meus melhores desejos, Catherine Anderson.

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