sábado, julho 5

Uma autora, uma obra

Queridos leitores, hoje vou falar de autoras que li, infelizmente (para vocês) foram leituras em espanhol que amei. Mas acredito que vale as dicas. Esse resumos postei diretamente de minha página no Goodreads. Espero que apreciem. Portanto inicio com:



Dorothy Garlock - Pecados de verano

 - Dorothy Garlock conseguiu juntar neste romance preconceitos, amor, ternura e confiança. Este livro relata histórias de sofrimento e solidão, às vezes, a solidão e o sofrimento são tão palpáveis que sentimos isso na pele. A autora destaca como determinados caminhos que tomamos - até mesmo inconscientemente - pode nos levar ao sofrimento, e como é triste a solidão e até onde vai a maldade de uns. É uma eterna luta do bem e do mal.
Ben sempre foi sozinho desde os momentos que os pais morreram e foi criado de maneira fria pelos tios e quando este é assassinado, ele é acusado injustamente e fica preso até descobrirem que ele é inocente. Ao sair da prisão, recebe um recado que teve uma filha com uma prostituta, que já estava com treze anos e é surda. Quando ele chega na madeireira, um mundo selvagem de homens brutalizados pela vida árdua para trabalhar para os irmãos Callahan - que disputam com os Malones o poder no lugar -, encontra a Dory, a meia-irmã de Milo e Louis, uma mãe solteira que é desprezada e maltratada pelos irmãos, menos por James, que como ela é filha do segundo casamento do pai.
Ben, apesar de nunca ter sido amado por alguém é um homem carinhoso e que não suporta ver alguém ser espancado ou maltratado. Dory sofre com o desprezo dos meios-irmãos que a chamam de prostituta. Suporta todo sofrimento por causa da filha Jeanmarie de 4 anos (que tem papel relevante na história) e pelo irmão, James.
Sua vida muda a partir da chegada de Ben com a filha agora com 16 anos. Ela agora se sente menos só, porque tem alguém para conversar e dividir sua solidão. A filha de Ben, é uma garota linda, cuja beleza, provocará diversas situações assustadoras, e apesar de surda, é inteligente, faz leitura de lábios e adora ao pai. Dois casais vão se formar, Ben e Dory e James e Odette.
É bonita a maneira como o amor vai sendo construído através da confiança, destes seres tão infelizes que nunca tinham conhecido o companheirismo e o amor. Não é uma história cheia de cenas apaixonadas, há situações de profunda violência, mas é recheada de sentimentos que te deixam engasgada em alguns momentos e com revelações surpreendentes e um leve suspense. 
Julia - Karen Robards
 
Julia é um verdadeiro conto de fadas. Criada nos bairros pobres de Londres e aplicando golpes nos mais desavisados, era aos 16 anos, uma criatura vivida e sofrida e então, num golpe de sorte e do destino, ao cuidar de um jovem rico, após seus companheiros Mick e Jem terem aplicado-lhe um golpe e o ferido, seu destino muda porque o jovem, às portas da morte casa-se com ela. Julia vai atrás de seus direitos em Grosvenor Square, onde Sebastian, o tutor de seu defunto esposo vivia. À principio, ele teve intenção de atirá-la na rua quando viu aquela criatura magra e esquálida, que se dizia esposa do primo. Mas, para provocar a mãe - permite que ela fique e decide torná-la uma dama. Para isso vai para a casa de campo, onde sua filha (que não fala por conta de um trauma) se encontra. Quando Jewel - agora Julia - começa a se transformar, Sebastião decide seduzi-la. Sebastian, foi criado sem amor da mãe, e por isso quando se vê apaixonado por Julia, se sente acossado e foge. Mas sua paixão é tão grande que decide passar por cima das convenções e decide se casar com ela.
***
Sebastian, muitas vezes agia como um canalha com ela e muitas vezes senti raiva dele. Mas Julia sempre dava o troco quando ele a tratava sem consideração. Acusado de ter matado a esposa, não era bem visto na sociedade e sofria por conta da rejeição de Chloe, sua filha - que vai ter uma papel importante na trama. Julia, apesar do que sofrera, apesar das mágoas que lhe provocava, conseguia perdoar Sebastian pelo que fazia, e este aprontava muito... Mas a paixão entre eles, era intensa e explosiva demais.
Recomendo porque a autora não deixou pontas soltas, coisa que imaginei que faria, porque deixava em banho-maria (tipo suspense) alguns assuntos. E pelas cenas apaixonantes entre os dois. E pelo fechamento da história.

Despues de Besarte  Karen Ranney 

Vou relatar com as próprias palavras da autora sobre o romance entre uma viúva paupérrima e um conde (Montraine) que era conhecido por sua seriedade e sua entrega ao trabalho e por honrar seus compromissos.
1-Era um homem cuja vida solitária lhe resultava bastante familiar.
2- O destino foi direto a Margaret quando ela pegou uma caixa com os eróticos Livros de Agustin antes de pular pela janela enquanto seu lar, seu esposo morria queimado num assassinato cruel.
3-Para ela ele era um homem inteligente e razoável, mas era emocionalmente tumultuoso. Capaz de um grande ternura, de protegê-la e garantir um esplendido prazer físico. sua segurança a divertia; seu sorriso tinha a capacidade de alterar seu coração; ela havia aprendido com ele que o amor exigia todos os seus sentido, que podia sentir paixão assim como felicidade.
5- Para Michael Montraine, ela era a razão de sua vida e faria tudo para tê-la.
É um romance precioso e poético, porque mostra uma sensibilidade incrível de sentimentos. 5 estrelas pelos bons momentos que me proporcionou.

Cautivada por el duque - Elizabeth Boyle

Gente eu amei, não me recordo se já li algo da autora. Ri demais, adoro livros que arrancam risos de mim. Minha alma ficou leve e gostei tanto que não pude abandoná-lo e li-o em 2 dias. Cheio de personagens que enriqueceram este comédia (?!). Os empregados do duque achavam que ele estavam enlouquecendo porque ao se apaixonar mudou seu comportamento completamente (também porque a família do duque era conhecida pela loucura que atacava alguns deles) e para protegê-lo fizeram umas poucas e boas com o intuito de impedir sua aproximação da mocinha, uma viúva que para proteger a irmã se propôs a procurar um marido para ganhar a tutela da irmã e salvá-la das garras do padrasto delas. E escolhe - James -pensando que ele era um conselheiro e que poderia encontrar um duque adequado pra ela. Mas ao primeiro olhar eles já estão perdidos. O amor simplesmente aconteceu. Há um desfile de personagens caricatos e maravilhosos que os rodeiam. E haja risos.

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Del odio al amor - Connie Brockway
 
Lily Bede era uma mulher de garra, em busca dos direitos das mulheres numa época em que as leis só privilegiavam aos homens, ela lutava com unhas e dentes os direito das mulheres ficarem com os filhos caso houvesse um divórcio e com este pensamento liberal não se permitia amar a ninguém e nem planteava se casar enquanto as leis não funcionassem a favor das mulheres.
Mas um broma de um velho tio, lhe permitiu ter uma lar para viver após a morte dos pais. E em vez do verdadeiro herdeiro, no caso Avery Thorne, receber a Mill House, caberia a Lily administrá-la por 5 anos e caso não conseguisse esta passaria ao verdadeiro herdeiro. Só isso bastou para uma inimizade se criasse entre eles, pois ele adorava a casa de campo que um dia herdaria. Desiludido com a atitude do tio ele saiu em excursões pelo mundo e durante 5 anos recebe uma mesada de Lily e uma carta, assim passam anos trocando farpas sem se conhecerem realmente. Estas cartas mesmo com críticas serviam de bálsamo para quem estava longe de casa, e quando a fim de 5 anos ele retorna, encontra uma mulher forte, bonita e cheia de personalidade. Mas como domar essa mulher e conseguir que ela mude suas ideias liberais? Difícil, pois mesmo apaixonada, ela luta com todo seu ser para não se render a esse amor. Mesmo vendo nele além da beleza e fortaleza que é, e descobrindo nele um fonte de ternura e compreensão, reluta em se aproximar dele, pois sabe que será sua perdição.
Uma gostosa leitura, envolvente, sensível e com personagens secundários
maravilhosos, como as grávidas que "desmaiavam" (hilário) só para que Avery as carregasse nos braços, pois cavaleiro e generoso como era não recusava quem precisava de ajuda; a prima de vida livre; a viúva de seu primo com o filho...
A autora soube como construir cada personagem tornando-os fascinantes ao meus olhos. Pena que ela no final diminui o ritmo do livro e terminou este da forma que eu não esperava.

El Affaire de La Institutriz  -  Courtney Milan

Gostei do livro que saiu da mesmisse de duques, ladies, etc. Nesta história a autora nos presenteia com dois personagens diferentes uma professora e um pugilista. Duas personalidades fortes, cheias de sonhos a realizar e muito a perder se não conseguirem realizá-los. Serena, após sofrer abuso e ficar grávida, decide que não se calará até que consiga do pai da criança (Clermont) o bem estar desta. Mas entre seu desejo de conseguir algo está Hugo Marshall que crescera nas ruas usando o punhos e era o braço direito do Duque de Clermont e que resolvia todos seus problemas. A atração entre Hugo e Serena, é quase que imediata, e a autora constrói bons diálogos entre eles e assim vamos conhecendo as facetas de cada um. Ela, teimosa, cheia de força de vontade e disposta a conseguir o que quer, ele forte, destemido e sonhando com o dia em que conseguirá dinheiro suficiente para construir sua vida. E nesse impasse eles seguem adiante se desejando e sabendo que um será derrotado no final. Hugo sabe que seu envolvimento com ela, destruirá todos seus sonhos...Ela se consegue dobrá-lo, conseguirá um lugar e o sustento para filho.
Dei 4 estrelas pelo final que esperava mais, pois gostaria de ver a um pouco da vida dos dois,mas a autora deixou um hiato de onze anos, quando o filho dela entra em Eton (e encontra o irmão- Robert), que deixa escapar com nem tanta sutileza, como eram o relacionamento dos pais e do orgulho mostrado pela criança com o pai adotivo "Meu pai é Hugo Marshall" e própria mãe, em frases tais como "teus pais não te contam nada!", quando conta que é o irmão de Robert (filho de duque de Clermont).
Gostei da lição que Hugo Marshall deu no duque.E do modo maravilhoso que ele a trata quando descobre o ela quer do duque e porque. Não é um romance cheios de cenas apaixonadas, é um romance para se ler numa tarde tranquila.
La amante imposotora - Sophia James
 
Tudo começa quando Caroline para fugir de uma situação (provocada por seu irmão) inventa que é amante Thornton Lindsay, Duke of Penborne, e que vive recluso por conta das cicatrizes que conseguiu quando era espião do governo e perdeu a mulher que amava e desde então se refugiava no campo, se isolando de todos. Ele então vai tomar satisfação porque ela disse isso e ao confrontá-la a deixa numa posição vergonhosa. Ele se sente atraído por ela e lhe propõe que fique com ele uma noite em troca de uma valor altíssimo. Ela aceita porque precisa fugir (aliás está sempre fugindo). Só que, ele pensa que ela é uma cortesã, portanto muito experiente. Ela passa a noite com ele e mesmo assim, o tosco não descobre que ela é virgem, apesar de estranhar um pouco a reação dela. Ela vai embora e ele reencontra-a um ano depois com um filho. Nenhum se esqueceu do outro. Entre mentiras, segredos e vai e vem eles quase sempre se magoam e se reconciliam para que novamente, algum acontecimento desastroso, os separe.
Gostei do livro, apesar de não gostar de algumas atitudes do mocinho: não reconhecer que ela uma virgem foi uma delas e outro no segundo encontro deles em que tiveram relações, ele para manter sua privacidade, a deixa sozinha porque estava com raiva porque ela fugira. E nem da mocinha : porque quando acontecia algo com seu irmão (gêmeo) ela abandonava tudo por causa dele. Um fato que é explicado no final. Uma boa leitura sim, com personagens idem. Em cada situação quando ele a encontrava a mocinha era como uma camaleoa que se transformava: cortesã, rapaz, prostituta, viúva respeitável... e por isso, ele não confiava nela.


segunda-feira, junho 30

Jennifer Ashley e seus livros



   O primeiro livro que li esta autora, (há algum tempo) fui pega de surpresa, pois quando li “The Madness de Lord Ian Mackenzie”. Primeiro porque ele sofria de síndrome de Asperger, uma espécie de autismo e de imediato quis saber como ela conseguiria desenvolver uma história assim e não me arrependi. Apaixonei-me pelo personagem e pela autora e de lá para cá, sempre busco seus livros. Confesso que não li, outros livros dela, com pseudônimo diferente, gosto de suspense, mas não muito de mutantes (paranormal). Quiçá algum dia leia. É por isso que resolvi, que nós brasileiras, apaixonadas por romances, merecemos conhecer essas autora(s) que nos beneficiam com seus livros. E aqui estou novamente, divulgando uma de minhas autoras preferidas. É uma escritora polivalente, pois escreve suspense, sobrenatural e romance histórico. Observação: como esta entrevista é um pouco antiga, aconselho a espiarem algumas obras em seu site abaixo.

Entrevista de Jennifer Ashley ao extinto site AUTORAS EN LA SOMBRA*

Seus pseudônimos: Ashley Gardner, Laurien Gardner e Allyson James.
Ashley Gardner já viveu por todo o mundo, inclusive Europa e Japão, e agora reside em Arizona. Licenciou-se em literatura inglesa, o que lhe provocou um grande interesse na historia, as artes, a cultura do período romântico da regência inglesa. Quando não anda pesquisando ou escrevendo, desfruta viajando, cozinhando, tocando a guitarra, construindo habitações em miniatura, fazendo caminhada, lendo novelas históricas de mistério, bebendo chá com gourmets..

AUTORAS EN LA SOMBRA - Querida Jennifer, antes de nada queremos agradecer-te que compartas um pouco de teu tempo com todas nós. É uma honra que respondas a nossas perguntas, por suposto, queremos dar-te parabéns pelo êxito de teus livros publicados em Espanha.

AUTORAS EN LA SOMBRA. - Quando decidiste converter-te em escritora; por que elegeste escrever novela romântica? Que é o que mais gosta ao escrever romântica?

J. A - Decidi me converter em escritora quando tinha oito anos. Encantava-me ler, queria escrever histórias, ver meus livros nas estantes da biblioteca. Muitos, muitos anos depois meu sonho se há feito realidade. Nunca quis ser escritora romântica.  Queria escrever fantasia, como Barbary Hambly, David Eddings. Mas comecei a introduzir o romance em minhas histórias fantásticas nessa época os editores não compravam fantasia com grandes doses de romance (isto há mudado).
Assim que decidi ler una novela romântica para ver o que me parecia. Li Pecado virtude, de Mary Jo Putney; A noiva roubada, de Jo Beverley, me prendeu. Escrevi minha primeira (espantosa) novela romântica de regência segui escrevendo até que me publicaram. O que me encanta de escrever novela romântica é ver que a casal se une começa a fazer algo ou um pelo outro. Juntos são mais fortes.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Como costuma ser um dia normal para ti quando estás trabalhando em uma novela?
J. A. - Todas as manhãs eu vou a uma padaria para o desjejum, ligo o notebook escrevo durante uma ou duas horas. O resto do dia alterno as sessões de escritura (mais o menos uma hora cada vez) com atender meus assuntos (publicar em Internet, responder e-mails, falar com o editor, o agente, etc). Em total escrevo entre dois seis horas por dia. Também tomo meu tempo para ir a passear, estar com minha família.
AUTORAS EN LA SOMBRA - Quanto tempo tardas em escrever uma historia? Costumas trabalhar em vários livros de uma vez?
J. A. - Levo de seis semanas a três meses para escrever uma novela longa. Três semanas os relatos. Não gosto trabalhar em mais de um livro por vez; gosto concentrar-me em um só. Mas às vezes tenho que fazer revisões de outro livro, esboçar um projeto ou encarar a uma tormenta de ideias para uma terceira história ao mesmo tempo.

AUTORAS EN LA SOMBRA. Lês novela romântica?
Quais são teus autores preferidos, de que modo te influíram? Se visitássemos tua biblioteca, que livros encontraríamos?

J. A. - Sim, leio novela romântica, Mas, sobretudo sou leitora de mistério, fantasia. As novelas de mistério de Donna Leon; Lindsey Davis estão entre minhas favoritas. De fantasia, gosto Terry Prachett, Patricia Briggs. De romântica adoro a Mary Jo Putney. Seus personagens são muitos reais. Também gosto de Eloisa James porque em suas novelas, seus personagens são muitos divertidos. Também Elizabeth Hoyt e Sarah MacLean[1].
AUTORAS EN LA SOMBRA. Que tipo de investigação realizas para teus livros?

J. A. Investigo constantemente! Costumo ler acerca da época (regência, vitoriana), o lugar (Inglaterra, sobretudo; algo sobre França, Espanha para minhas novelas de mistério da regência), logo realizo uma investigação específica sobre os detalhes: jogos de cartas, vestimenta, sanatórios, corridas de cavalos, pintura (incluso aprendi a pintar ao óleo para averiguar como os artistas elegem as cores, a composição). Além de que, sempre que posso viajo aos lugares para poder captar a ambientação.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Que é o mais difícil na hora de escrever uma história?

J. A. - O mais difícil é… tudo! Inventar histórias é divertido, Mas plasmá-las em papel de maneira coerente é um trabalho muito, muito complicado, que nunca se torna fácil.
AUTORAS EN LA SOMBRA - Existe alguma coisa em particular, como por exemplo a música, etc, que te ajude a escrever?
J. A. Gosto escrever com música lenta. Encanta-me os guitarristas. Escuto bastante a um guitarrista francês chamado Marc Antoine, também a Jeff, a Peter White.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Vários tipos de personagens se formam de modo consciente sem mais, nem menos, enquanto os escreves? Alguma vez te hás encontrado ao terminar um livro com algum de teus personagens diferente a como o havias imaginado em um primeiro momento? Delineas tuas histórias de princípio a fim ou as escreves e corriges depois?
J. A. - Antes de começar a escrever tento idealizar ao personagem; «observo» aos meus personagens durante muito tempo. Às vezes escrevo suas autobiografias, as histórias são contadas em primeira pessoa até o capítulo um.

Também gosto escrever o que eu denomino «expedientes», que são os pontos débeis, os pontos fortes dos personagens, sua cronologia; as coisas importantes que tem sucedido em suas vidas (Os irmãos Mackenzie têm unos expedientes enormes!).
Mas uma vez começo a escrever, os personagens se desenvolvem por si sós. Uma vez que começam a falar, a mover-se, a pensar e a atuar se desenvolvem de forma que não havia previsto.
Não posso esboçar minhas histórias. Não posso. Já tentei. Começo com os personagens uma situação, logo vejo que se passa. Se soubesse o que vai se passar não desejaria escrever o livro. Gosto que me surpreendam!
AUTORAS EN LA SOMBRA. Sob o nome de Ashley Gardner escreves uma série de mistério ambientado na regência, cujo protagonista masculino é o capitão Gabriel Lacey. Como Laurien Gardner escreves sobre a vida de mulheres que tem tido uma grande relevância na história. Mas em que se diferencias Jennifer Ashley e Allyson James, já que com ambos pseudônimos aborda subgêneros muitos similares dentro da romântica?
J. A. - Jennifer Ashley e Allyson James têm um estilo parecido, sim. Comecei a escrever como Allyson James quando quis escrever novela romântica erótica. Não estava segura de que pudesse fazer isto bem, assim que fingi ser outra pessoa. Logo comecei a escrever para dois editoriais distintos, então era melhor ter dois nomes de escritora. Agora também escrevo fantasia urbana (a série Stormwalker) como Allyson James.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Hás escrito distintos gêneros, em qual te sentes mais cômoda?
J. A. - Encanta-me o mistério. A série de mistério ambientada na regência é minha favorita de escrever, igual à série Stormwalkers. As novelas românticas são muitos difíceis de escrever!
AUTORAS EN LA SOMBRA. A loucura de lord Ian Mackenzie há recebido muitas boas críticas na Espanha sabemos que este livro te há reportado muitas alegrias em forma de prêmios. O que crês que tem o personagem de Ian que lhe faz tão atrativo para os leitores?
J. A. - Creio que a gente adora a Ian porque é muitos vulnerável. A nível físico, é forte, sexy e rico, mas nada disto fazer que sua vida seja mais fácil, ou perfeita. Sofre muito por sua síndrome de Asperger, que as pessoas da época não compreendiam, e isto faz que nos dá ganas de abraçá-lo!![2]

AUTORAS EN LA SOMBRA. De todos teus livros, que cena é a que te há custado mais escrever?  Que livro?
J. A. - Tenho escrito já tantos que me resulta difícil escolher. Escrever os diálogos de Ian Mackenzie foi muito árduo. Ele não respondia como esperava; não respondia as perguntas de forma direta, soltava algo que nada tinha que ver com a conversa. Tive que repassar seus diálogos uma outra vez para tratar de assegurar-me de que soasse como Ian, não só como um herói de novela romântica!

AUTORAS EN LA SOMBRA. Esta é difícil, sabemos, pois estamos seguras de que queres a todos teus personagens como se fossem teus filhos, mas... Dentre todos teus livros, que personagens masculinos e femininos te parecem mais interessantes, complexos e irresistíveis, por quê?
J. A. - Encanta-me Janet Begay da série Stormwalkers. É uma mulher Navajo que possui dois tipos de magia e não compreende nenhuma das duas. É poderosa, mas também está confusa e tem que lutar para sobreviver. Além de que tem um dragão muitos sexy como namorado. Quanto aos heróis, estou enamorada de Hart Mackenzie[3]. É o mais velho dos irmãos Mackenzie há tido que tomar decisões difíceis para assegurar-se de que seus irmãos, sobretudo Ian, esteja a salvo. Estive enamorada de Hart desde o dia em que entrou em minha cabeça, antes que escrevesse o livro de Ian.
AUTORAS EN LA SOMBRA. Que podemos esperar dos seguintes livros da série Mackenzie?
J. A. - Em “O escandaloso matrimônio de Lady Isabella”[4], conhecereis a Mac, que é um homem terno que não aprende a controlar sua aloucada forma de ser até que conhece a Isabella. Mac e Isabella têm que lutar para conseguir que seu matrimônio funcione.
Em The Many Sins of Lord Cameron (Os muitos pecados de Lord Cameron)[5], conhecereis a Cameron, que ama aos cavalos e as mulheres. Teve um mau matrimônio que acabou de forma trágica, há tido que criar a seu filho sozinho. Quando Ainsley aparece em sua vida, não está seguro de se é algo bom ou mal.

Em The Duke’s Perfect Wife (A perfeita esposa do duque)[6], descobrirás tudo sobre Hart, o que há tido que fazer para proteger a Ian. Também conhecereis a mulher que lhe recusou que agora torna a sua vida.
O seguinte será The Seduction of Elliot McBride (A sedução de Eliot Mcbride). Elliot é o irmão de Ainsley, da história de Cameron; este homem foi capturado na Índia agora voltou à Escócia, tratando de aprender a ser um laird. Padece um desordem de estresse pós-traumático deseja esconder-se do mundo, mas o amor de su infância, Juliana, tentará fazê-lo sair.
Logo tenho The Wicked Deeds of Daniel Mackenzie (Os pecados de Daniel Mackenzie); Daniel[7] já adulto estará pronto para encontrar o amor.

AUTORAS EN LA SOMBRA. - Como Jennifer Ashley tens outra série de romance paranormal, Shifters Unbound. Poderias contar-nos algo sobre esta série?

A série Shifters Unbound começa com Pride Mates, que nos apresenta aos mutantes que vivem Austin e Texas, em um lugar chamado Shiftertown. Os mutantes foram criados pelos fae há milhares de anos para que fossem seus lutadores  caçadores, mas os mutantes se rebelaram e  se separaram dos fae. Quando os mutantes saem à luz vinte anos antes, os humanos têm medo  deles. Colocam neles uns colares de eletrochoque para controlá-los os colocam a todos eles em Shiftertown. Agora os mutantes tentam abrir caminho no mundo para conseguir sua liberdade.
Os livros de mutantes são sexys, mas também têm ação, aventuras, já que os mutantes lutam por sobreviver encontrar a seus companheiras de alma. Os mutantes são fortes, sexys, selvagens e divertidos. Os livros que compõem a série são: Pride Mates, Primal Bonds, Bodyguard, Wild Cat, Mate Claimed (que será o próximo a sair).
AUTORAS EN LA SOMBRA. Em que história estás trabalhando agora?
J. A. -  Estou trabalhando em:
1. Nightwalker (quarto livro da série Stormwalker)
2. A Disappearance in Drury Lane (oitavo livro da série dos mistérios do Captain Lacey)
3. Mate Claimed (quarto livro da série Shifters)
4. The Seduction of Elliot McBridge (quinto livro da série Os Mackenzie)
 algumas outras coisas. 

AUTORAS EN LA SOMBRA. - Que conselho darias a alguém que deseja escrever?

J. A. - Não te rendas! Escreve, escreve, escreve. Nada te ensina melhor a escrever que sentar-te para escrever. Neste negócio, a perseverança é muito importante!

AUTORAS EN LA SOMBRA. - Existe algo que queiras acrescentar? Gostaria de dizer-lhes algo a teus fans espanhóis de Autoras em La Sombra?
J. A. - Estou encantada de que meus livros se esteja traduzindo em castelhano espero que os desfruteis muito!
AUTORAS EN LA SOMBRA - Muito obrigado por compartilhar conosco teu precioso tempo, tornar possível esta entrevista. Há sido um verdadeiro prazer falar contigo. Desejamos-te êxito em teu carreira, tudo o melhor em esta vida. Estamos desejando que se publiquem em nosso idioma teus próximos livros. Muitíssimo obrigado!
Muito obrigada a vocês!!
* AUTORAS EN LA SOMBRA foi um dos melhores sites em espanhol que tive o prazer de conhecer, pena que as garotas tiveram que fechá-lo por falta de tempo.
+ informações - http://www.jennifersromances.com/

[1] Acho que Sarah Maclean tenha um pouco estilo parecido.

[2] No qual concordo plenamente, tive vontade de levar o Ian para minha casa!

[3] Meu segundo preferido dá série. Recomendo!

[4] Ainda não li, está à espera do seu tempo.

[5] Também recomendo, o cara é um sofredor, e que mulher maquiavélica a dele!

[6] A história do Hart


[7] Filho de Cameron, este tive que comprar em ebook, não encontrei em lugar nenhum dentro de minhas possibilidades para ler.

quarta-feira, junho 4

Mary Balogh - sua vida e seus primeiros livros

Porque conhecer e ler sobre Mary Balogh

Não é segredo para ninguém que gosto de histórico, uma predileção recente até mais ou menos uns 4 anos atrás, lia alguns aqui e acolá. De uns tempo para cá, raramente leio contemporâneo. Bem, voltando a Mary,( uma das minhas escritoras prediletas, que leio bastante e compro seus livros quando posso). Ela me conquistou principalmente com Silent Melody (Melodia  silenciosa) que amo, e a dupla leitura More than A Mistress/ No Man's Mistress, e etc e tal... Há muito que lê de Mary, muito a descobrir no universo regencial.
Por isto fui até seu blog para descobrir um pouco dela e aqui está, um pouco de sua vida e o começo de tudo desta autora maravilhosa.
Uma das perguntas que Mary Balogh mais ouve é "Como é que o seu nome pronunciado? É a pergunta que fazem com mais frequência, além de "De onde você tira suas ideias?"  e ela responde que Balogh é um nome húngaro. O A tem um som curto, o h é ignorado. Seu marido diz que as pessoas rimam o nome deles com Corn Flakes da Kellogg. Embora ela não se importe muito como é pronunciado!
Ela cresceu no pós-guerra, no País de Gales como Mary Jenkins. A infância, em muitos aspectos, foi idílica apesar que Swansea, a cidade natal, foi fortemente bombardeada durante a guerra e o racionamento ainda continuava, além de que os bens materiais eram poucos. Se alguém sabia como esticar um centavo para fazer o trabalho de dois, era sua mãe. Ela tem uma irmã, Moira, dois anos mais velha, que foi sua companheira constante e sua alma gêmea. Elas tiveram dificuldade de convencer as pessoas que não as conheciam, então, que eram quase inseparáveis ​​e que nunca brigavam. As poucas bonecas se tornaram a família delas. Elas tinham nomes, personalidades, histórias. Costumavam  ficar acordadas na cama à noite - até que a mãe falasse, prometendo consequências terríveis se não parassem de falar - inventando histórias sobre as travessuras das bonecas. Em dias de verão a mãe construía uma tenda de cobertores, cordas e prendedores de roupa ligados ao varal e a cerca do jardim, e gostavam de brincar "casa" durante todo o dia. Moira e ela utilizavam os cadernos para encher com histórias. Liam vorazmente - especialmente todos os livros de Enid Blyton que podia chegar até elas quando eram mais jovens, e os clássicos quando ficaram um pouco mais velhas. As duas costumavam dizer que queriam ser autoras, quando crescessem. Ambos cumprimos o nosso sonho, financiadas com carreiras como  professores de Inglês do ensino médio.
A mãe, Mildred Jenkins, era dona de casa e deu-lhes uma vida segura maravilhosa. Ela se destacava em vários ofícios, recentemente em fazer renda requintada. o pai, Arthur Jenkins, era um pintor e escritor, mostrando no tempo em que isto ainda era uma arte manual qualificada. Ele era paciente, gentil e bastante querido. Suas brincadeiras favoritas nas noites era pentear o cabelo dele, abotoar e desabotoar o colete, e cobrindo-o com xales quando ele devia estar esgotado após um dia de trabalho.
Mary, recebeu uma boa educação graças aos pais que enfatizaram a importância da escola e da carreira numa época em que muitas pessoas ainda estavam dizendo que a educação era desperdiçada com garotas.  Ela se sente afortunada por ter sido jovem numa época em que havia emprego em quase todo o campo que ela poderia ter escolhido. Ela queria ensinar e viajar, e veio para a Kipling, Saskatchewan, no Canadá, através de um contrato de ensino de dois anos. Mas, ao final do primeiro ano teve um encontro às cegas com um homem chamado Robert Balogh e encontrou um Adônis alto, bem-vestido, de olhos azuis na cozinha da senhoria, numa noite fatídica. Eles se casaram pouco mais de um ano depois. Robert  tinha uma fazenda, mas agora arrenda suas terras para seu irmão e o sobrinho. Ele é um motorista de ambulância aposentado e médico legista e agora passa seu tempo cortando gramados no verão e limpando neve no inverno, exceto no mês de dezembro, quando ele se transforma em Papai Noel.
Fazendo sonhos se tornarem realidade: para ela , querer ser um autor é um sonho; quer ser um professor é um objetivo prático. Um objetivo que ela podia e seguiu na direção certa. Então, é claro, o casamento e a maternidade intervieram tomando cada vez mais tempo dela. Sian tinha seis anos quando sentiu que tinha tempo suficiente para assumir um passatempo a noite - escrever! Ela era viciada em novelas de Georgette Heyer, que tinha descoberto apenas alguns anos antes, enquanto trilhava a XI Graduação e lia uma lista durante a licença de maternidade. Ficou encantada ao ser  transportada para um mundo que tinha experimentado antes somente através de Jane Austen. Ela sabia que, se alguma vez escrevesse, era sobre o mundo romântico Regencial da Inglaterra que queria recriar.
E assim A Masked Deception (uma Disfarçada Decepção) foi escrita à mão na mesa da cozinha, enquanto estava em casa e a família trabalhava em torno dela depois que os pratos do jantar eram feitos. Finalmente, no final de 1983, três meses depois de ter começado, o manuscrito estava pronto para ser submetido. Mas para onde? E como? Ela nada sabia sobre o mundo da publicação e nada sobre quaisquer organizações de escritores. Escolheu a editora que na sua opinião trabalhava bem com Regências, encontrou um endereço canadense no interior da capa de um dos livros Signet, e enviou o manuscrito para lá com uma breve carta de apresentação. Só que o endereço de Mississauga era um mero centro de distribuição. Incrivelmente, alguém lá leu o manuscrito, gostou, e escreveu para me dizer isso, e mandou-a para Nova York. Duas semanas mais tarde, eu recebi um telefonema de Hilary Ross, me oferecendo um contrato de dois livros. E assim, o sonho se tornou realidade. A Masked Deception foi publicado em 1985 e ela ganhou o Romantic Times Award como o melhor escritor novato em Regência naquele ano. Desde então, tem havido inúmeras Regências, livros históricos, e novelas, e mais prêmios também.
Meus primeiros cinco livros foram escritos manuais e digitado em uma máquina de escrever antiga. The First Snowdrop ( A Primeira Campânula[1]  branca) foi o primeiro livro a ser escrito em um computador - um dinossauro tudo-em-um de uma máquina que a mantinha em alegria porque poderia realmente voltar e corrigir erros de digitação. E poderia fazer grandes mudanças sem ter que reescrever tudo. O melhor de tudo - e ela ainda não se recuperara completamente de a novidade deste - quando estava acabando, poderia pressionar uma tecla (sem mouse naqueles dias!). E a impressora faria a digitação para mim enquanto eu colocava os pés para cima e descontraída - ou lavando outra carga de pratos, ou marcando um outro conjunto de tentativas ...
Finalmente, em 1988, se aposentou do ensino depois de vinte anos, a fim de se dedicar à carreira dos sonhos. E como os filhos tinham crescido e saído de casa e deixados para trás os quartos, montou o próprio escritório e cercou-se de todos os seus livros e dos melhores tesouros. Que ninguém nunca diga que os sonhos não podem se tornar realidade. Eles podem, com visão e esforço e um pouco de sorte - bem, talvez uma grande dose de sorte.
Quando não está escrevendo, ela é uma leitora voraz. Ler tudo e qualquer que seja o nome- ficção, não-ficção, clássicos, filmes populares, desde que possa manter e sustentar a sua atenção durante os primeiros cinquenta páginas. Costumava arrastar-se respeitosamente através de todos os livros que começava, mas isso mudou depois que sofreu com Moby Dick um par de anos atrás. A vida é muito curta e há muitos livros não lidos lá fora para o tempo ser desperdiçado com o que não me entretém de forma alguma. Adora música. Isso não é surpreendente, é claro, para quem, segundo ela cresceu no País de Gales, bastante famoso por sua música. Em suas palavras: “Se você não ouviu um coro masculino Welsh (galês), você perdeu um das mais emocionalmente experiências satisfatórias desta vida. Em seu histórico Longing(Anseio), mais citado pelos leitores, creio eu, como seu favorito de meus livros.”
Suas férias de verões são passadas em Kipling, Saskatchewan, uma cidade agrícola rural de 1200 pessoas, e nossos invernos na capital de Regina 100 quilômetros de distância, onde tem um condomínio. Além dos passatempos agradáveis ​​de compras e tomar café no Starbucks.
Mary pertence ao grupo de escritores, e sua noite favorita do mês é aquela em que se encontram em um café para falar sobre a seus escritos. Ela tem quatro filhos: Jaqueline, Shawn, Christopher e Sian, cinco netos e dois bisnetos.
Veja algumas publicações de Mary Balogh: 

domingo, maio 25

Entrevista de Catherine Anderson ao Rincón de La Novela Romántica

Catherine Anderson é uma escritora que me cativou com suas histórias cheias de personagens fortes, sofridos e que me vem comovendo há algum tempo. Sempre vou me lembrar da primeira vez que topei com o Livro A canção de Annie, que li em espanhol e me encantei. Que livro maravilhoso e tão diferente de tudo que já tinha lido! Após esta leitura cativante, fui conhecer a Série Comanche e cada história me tocou, me fez sofrer e chorar. Que escritora é esta que me comove com suas historias com seus personagens tão díspares?. Aqui e agora, você vai conhecer um pouco dessa escritora que o Brasil precisa conhecer e apreciar. Esta entrevista ocorreu em 06 Setembro 2010, na ocasião do aniversário do site El Rincón de La novela Romántica, do qual sou uma grande fã  por me proporcionar tantas coisas boas com suas publicações.O ultimo livro que li foi Early Dawn, com a mesma carga de emoção e sofrimento que a Amy Masters de Coração Comanche sofreu, um pouquinho mais leve, mas que não deixa de ser triste e comovente. Bem então vamos a entrevista:
Olá Catherine! Estamos encantadas em falar contigo. Em Espanha acaba de publicar Lua comanche. As leitoras espanholas têm esperado durante muito tempo para poder ler teus livros em nosso idioma e estamos muito felizes.
Por esta razão, é uma grande honra para El Rincón de la novela romântica poder entrevistar-te. Muito obrigada por concordar!
Olá a todas. Muito obrigada por me convidarem para esta entrevista. É um grande honra falar com minhas amigas e leitoras de Espanha.
Como dizíamos antes, temos esperado muito para ler as novelas de Catherine Anderson. Mas, em realidade, já conhecíamos um pouco de ti e tuas novelas. Sabemos que eres uma escritora muito querida em Estados Unidos e que tardaste muito tempo em ver publicadas tuas novelas. Algo que nos surpreende um pouco, nos custa crê que antes nenhum editor se interessara. Por que você levou tanto tempo a publicar? Poderias nos contar um pouco como foi teu início como escritora, por favor?
Creio que a maioria dos escritores custa um tempo atrair a atenção de uma editora e vender uma mostra de seu trabalho. Em meu caso, meu primeiro envio a Harlequin foi finalmente comprado, mas passaram quase dois anos até então e, quando isso sucedeu, tive que revisar a historia para Harlequin Intriga.
Escrevi meus quatro primeiros livros publicados para Harlequin, em concreto para a série Intriga, o que supus uma grande aprendizagem para mim. Em qualquer caso, as historias deviam ser curtas e apressadas, o que achei que me limitava muito. Queria escrever novelas mais extensas, concentrar-me mais em dois personagens principais e desenvolver a historia de amor destes de maneira mais profunda. Enquanto escrevia para Harlequin comecei a esboçar Lua comanche, e rapidamente me percatei que não sabia o suficiente sobre esta tribo, assim que passei quatro anos pesquisando em profundidade sobre a tribo Comanche.
Finalmente, quando termine Lua Comanche, meu agente  a enviou a praticamente todas as editoras que havia então. Tristemente, a historia foi recusada uma e outra vez porque rompia todas as normas estabelecidas para a novela romântica. Um par de editores me pediram que mudasse a historia para ajustá-la as pautas de então, mas me neguei. Finalmente, Lua comanche foi comprada por Harper Collins para uma nova série de ficção para mulheres que daria acolhida a uma mostra de diferentes classes de historias. Lua Comanche foi muito bem recebida pelas leitoras, continua sendo uma das favoritas de milhares delas e, todavia está vendendo bem como uma reedição de New American Librari.
Quando olho para trás, para minha carreira, sempre sentirei que Lua Comanche estabeleceu as bases e lançou minha carreira como escritora.
E, em relação, as perguntas anteriores, queremos fazer-te uma mais. Quais são os desafios aos que se enfrenta uma escritora de novela romântica?
Para mim, o gênero romântico é o único gênero. Não creio que haja desafios concretos  para a romântica que não existam também para qualquer outro gênero. O objetivo para qualquer escritor é criar uma historia interessante e personagens com os quais os leitores possam identificar-se. Sem estes elementos em um livro, sem ter em conta o gênero ao que pertence, a falha é quase certa.
Quantas novelas românticas têm escrito até agora?
Até agora tenho escrito acima das trinta.
Que podes contar as leitoras espanholas sobre Lua Comanche? Gostaria-nos saber como foi o processo de escrevê-la. Quanto tempo você tardou em escrevê-la e quanta documentação foi necessária para isto?
Pesquisar para escrever Lua Comanche requereu quatro anos. Enquanto investigava, fui esboçando e escrevendo a historia, que revisei constantemente segundo ia aprendendo novos fatos e dados sobre a tribo dos nativos americanos. Queria retratar minuciosamente a tribo Comanche, seus costumes, suas reuniões sociais, suas crenças espirituais, e para lográ-lo, tive que estudá-los em profundidade. Naquela época, encontrar livros com documentação sobre os Comanches era muito mais difícil que agora, com a internet. Para aprender o idioma deles tive que colher fragmentos e peças dele, de alguns documentos do governo dos Estados Unidos, de algumas busca de em livros, e alguns outros de pequenos glossários com os quais tropecei.
Esta é uma pergunta “obrigada”, Catherine. De onde nascem as ideais para tuas novelas?
Encontro minhas ideias em qualquer parte, nos periódicos ou artigos de uma revista, observando a gente, de canções que ouço no rádio, e às vezes somente de minha imaginação.
Uma das razões pelas que nos calam tuas novelas é por esta dose de emoção e sofrimento que as caracteriza. Resulta-te difícil escrever sobre sentimentos tão crus, emoções a flor de pele, emoções que desnudam a alma de teus personagens?Hás chorado alguma vez enquanto escrevias alguma de tuas novelas?
O que seria difícil para mim como escritora seria escrever um livro desprovido das mais profundas emoções. Honestamente, duvido que possa fazer isto. E sim, a miúde aparecem lágrimas em meus olhos enquanto escrevo certas cenas cheias de sentimentos. É então quando sei que estou afirmando os cravos e escrevendo uma historia com que alguém mais poderia desfrutar.
Alguns de teus livros ocupam um lugar especial em teu coração? Por quê? Tens algum personagem preferido de tuas novelas?
Lua Comanche sempre ocupará um lugar especial em meu coração porque ele criou o marco de minha carreira como escritora. Também creio que Lua comanche atuou um grande papel nos movimentos e mudanças produzidos no gênero romântico, lançando abaixo as barreiras que previamente haviam impedido aos escritores de publicar novelas românticas mais realistas.
Uma vez dito isso, sem embargo, adoro cada livro que escrevo e quero a cada personagem que desenvolvo. Isso é muito similar a perguntar a uma mãe qual de seus filhos é seu favorito. É uma pergunta que encontro muito difícil de responder. Nomearia um livro, logo outro, e pronto estaria nomeando todos os que tenho.
Outra coisa que nos impacta sobre tuas novelas são os protagonistas. A miúde são pessoas que hão sofrido alguma experiência traumática, abusos, que sofreu de deficiências... Por que escolhes este tipo de heróis e heroínas?
Creio que o amor de verdade e as historias de amor são possíveis para todo o mundo e, a miúde, me desgosto quando leio livros sobre pessoas de beleza perfeita que não tem problemas sérios que enfrentar. Não conheço a ninguém assim na vida real, e si o fizesse provavelmente não me preocuparia por ele ou por ela. As pessoas que encontro em meu mundo não são fisicamente perfeitas. Podem ser muito atrativas, mas no fundo de seus corações, tem sentimentos que os coíbem por uma imperfeição real ou imaginária. E a gente sempre tem problemas. Se falares com alguém durante tempo suficiente, normalmente acabarão aludindo a isto. Existem poucas pessoas que nunca sofreram dor ou um trauma de qualquer outra classe. Assim que suponho que minha resposta a esta pergunta é que prefiro escrever historias realistas, e como escritora me nego a limitar-me a escrever sobre pessoas guapas que nunca terão uma razão para derramar uma lágrima. Para mim, o amor é uma emoção mágica que pode mover montanhas e obrar toda classe de milagres. Isso é o que quero comunicar com minhas historias, que pessoas com defeitos, que há sofrido pena e dor, podem encontrar o amor verdadeiro e para sempre. 
Catherine, hás escrito tanto novelas históricas românticas como contemporâneas, mas qual preferes?
Adoro tanto a novela histórica como a contemporânea. Escrever sobre cada uma delas me dá oportunidade de seguir e manter viva minha criatividade. Os tempos mudam, as costumes e as crenças mudam, e a moral social muda, mas as emoções do coração humano permanecem inalteráveis durante séculos. Desfruto escrevendo sobre o amor e criando historias românticas, sem importar em que época.
Quais são teus livros e autores preferidos, tanto românticos como de outros gêneros? Que livros ou autores hão influído em ti como escritora?
Estas são perguntas que sempre declino responder. Tenho meus autores preferidos e um par deles me hão estendido uma mão   ao longo dos anos. Mas tenho muitos conhecidos dentro da indústria e sempre tenho me conscientizado para não ofender a nenhum deles. Se nomear aos meus autores preferidos e deixo o nome de alguns amigos... Bem, imagina o panorama. Não desejo ferir a ninguém por omiti-lo.
Gostam-nos muito as declarações de amor de tuas novelas. São inolvidáveis. Mas qual é tua preferida?
Como disse antes, realmente, não tenho uma novela favorita, uma cena, ou personagens, mas algumas declarações de amor hão resultado mais divertidas de escrever, suponho. Em Summer Breeze, a carta de Joseph Paxton, em sua velhice, a seu mulher Rachel foi especialmente significativa para mim, e muitas leitoras me escreveram para dizer-me quanto haviam chorado ao lê-la.
Catherine, não queremos terminar esta entrevista sem agradecer-te que hajas respondido a todas nossas perguntas e hajas permitido, assim, que as leitoras espanholas conheçam mais de ti e teu trabalho. Gostaríamos de oferecer-te a oportunidade de que dediques umas palavras ao Rincón de la novela romântica por nosso aniversario e que, por suposto, adiciones qualquer outra coisa que desejes dizer nesta entrevista.
Quero dar graças ao Rincón de La Novela Romântica por esta grande honra e fazer chegar minha gratitude por este convite. Espero que todas vocês aguardeis pela publicação de Comanche heart (Coração Comanche)Indigo blue e Comanche magic (Magia Comanche). Também estejam atentas a minha próxima publicação, Here to stay, prevista para fevereiro de 2011.
Antes de despedir-me, desejo ao Rincón de la Novela Romântica uma maravilhosa celebração de aniversario e estarei aguardando outra  oportunidade para falar com vocês, algum dia.

Meus melhores desejos, Catherine Anderson.

domingo, maio 18

Os sais para uma dama em apuros!

"Meu Deus, que delirante criança, Horatia!, O que-o que você tem feito?" Lady Winwood afundou sobre as suas almofadas com os olhos fechados ... “O sal, o vinagrete, e alguma água da Hungria aplicada nas têmporas  restaura a vida uma dama  aflita “.    Citação de O Casamento Conveniente por Georgette Heyer.


O vinagrete era uma pequena caixa fortemente vedada com uma segunda tampa furada dentro contendo um pouco de gaze embebida em vinagre, água de lavanda ou outro aroma. Os conteúdos cheirosos eram feitos para reanimar alguém com sensação de desmaio ou para dar alívio para odores desagradáveis. Podia ser mantido dentro de uma bolsa ou ser equipado com um laço e pendurado sobre pulso do usuário ou de uma castelã. Vinagreteiros eram feitos por ourives especializados em caixas, portanto estes geralmente também faziam caixas ornamentadas. Havia ferreiros em Londres que faziam este tipo de trabalho, mas a maioria das caixas eram feitas em Birmingham.
fonte:http://www.georgianindex.net/Reticule/Chatelaine.html#TOP

As bolsas de antigamente ou Retículos

   Uma retículo era uma tipo de bolsa pequena que poderia ser pendurada no punho para ser usada da mesma maneira que uma bolsa de noite é utilizada hoje. Isto também poderia ser chamada de algo indispensável. A bolsa se ​​tornou um acessório indispensável, porque a linha da recente moda das cinturas altas dos vestidos Império seria interrompida por algum objeto guardado num bolso. Em dezembro de 1801, Katherine Wilmot, uma mulher irlandesa em Grand Tour visitando Paris, descreveu como retículos como uma "pequena bolsa de ferramentas."
 A bolsa podia ser de malha, feito de pano rico com uma corrente de ouro e com um fecho, ou derivados de determinados itens como as conchas. Retículas de malhas e cobertas de telas eram consideradas passatempos adequados para as jovens. A termo bolsa durante a Regência só seria usado para descrever uma bolsa de couro bastante pequena para o transporte de dinheiros como em uma bolsa de trocado (moedeiro) hoje. 
  A bolsa podia conter um lenço de linho fino, um estojo de cartão de visitas cheio de cartões de ladies, uma pequena bolsa para gorjetas, um vinagrete(sais), selo de Senhora, um bloco e um lápis em uma pequena caixa, e uma lata de balas de menta. Cada bolsa, provavelmente, abrigava uma bolsa pequena de veludo para evitar arranhões. Abaixo duas figuras de Ackermann  mostram damas em vestidos de passeios com suas retículas.


Kristin Hannah: Jardín de invierno

Jardín de invierno - Kristin Hannah   (Jardim de Inverno) Estrelas: 5/ 5 stars Personagens: Meredith Whitson, Nina Whitson e An...